quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Resenha: Julieta Imortal

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Quem nunca ouviu falar da épica história de amor de Romeu e Julieta? Stacey Jay nos traz uma nova leitura dessa história em que esse amor épico não passa de uma farsa e o verdadeiro amor é encontrado onde menos se espera.

Antes de tudo é preciso entender que nessa história Romeu não é a alma gêmea de Julieta e sim seu assassino e responsável ela sua imortalidade. Ao longo dos séculos Julieta e Romeu tem voltado da morte (Ela no corpo de uma mulher viva, ele no corpo de um homem morto) para juntar (Julieta) ou separar (Romeu) almas gêmeas.

Vamos falar um pouco sobre as mulheres dessa história. Julieta Capuleto é uma jovem muito madura, decidida, lutadora com alto senso de justiça e, mesmo depois do que passou, ainda acredita no amor. O corpo que Julieta se aloja é o de Ariel Dragland uma adolescente com uma enorme cicatriz no rosto que a faz afastar todos se tornando reclusa e considerada “estranha”. Ariel tem uma relação complicada com a mãe (que foi quem acidentalmente provocou a cicatriz) e enquanto Julieta está no corpo ela tenta ajudar a reparar a situação. Outra personagem importante é Gema, melhor amiga de Ariel e uma das almas que Julieta está destinada a proteger.

Em relação aos personagens masculinos temos Romeu Montecchio que à primeira vista parece um monstro sádico e arrogante que matou sua esposa para alcançar a imortalidade, ao longo do livro vamos descobrindo que Romeu e mais que isso e passamos a nos importar com o seu futuro (Tem um segundo livro sobre ele people!). Romeu pega o corpo de Dylan um típico popular da escola que também é um pouco mais que o esperado. (Agora o mais importante genteeeeee). Temos então o Ben, lindo, gentil, sensual, SONHO DE CONSUMO e proibido.

"O amor não quer que as pessoas continuem ignorantes e assustadas. Não coloca a obediência acima de tudo. O amor não julga e acredita que algumas vidas, ou histórias de amor, sejam mais valiosas que outras. O amor não usa as pessoas e as joga fora. Ele é infinito e nos torna pessoas mais fortes, mesmo quando a pessoa que amamos já se foi."

A história é tão bem entrelaçada, há partes que seu coração se derrete ou sai pela boca e outras em que seu sangue esquenta de raiva ou gela de medo. Uma aventura sem igual e acima de tudo uma história de amor, não ler Julieta Imortal é perder uma chance de se apaixonar.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Resenha: Anna e o beijo francês


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Esse poderia ser somente mais um romance que se passa em paris, porém Stephanie Perkins conseguiu (com a graça de poucos) leva-lo para outro nível, tudo desde a construção dos personagens até a descrição dos lugares foi lindamente pensando e entrelaçado em um pacote divertido encantador e novo.

A personagens principal é Anna Oliphant que é mandada para um colégio interno em Paris um lugar onde ela não sabe a língua e está sozinha sem nenhuma ideia do que fazer a seguir. O interessante para mim foi observar a evolução dessa personagem que embora no começo fosse imatura e insegura desabrochou e amadureceu se tornando pessoa que estava destinada a ser.

O Mocinho é o encantador Étienne St.Clair que além de lindo, charmoso, divertido e inteligente é também um ótimo amigo. Entretanto como todos os “Senhores Perfeitos” nosso mocinho tem uma namorada e um defeito: Medo da mudança (e de altura também, mas isso não é relevante agora) e essas duas coisinhas tornam a situação mais difícil para Anna.

Além dos dois personagens centrais somos apresentados ainda a personagens secundários cativantes: Meredith, Josh e Rashimi. Eles ajudam Anna e oferecem um enredo mais interessante.

Com relação a estória, é sem dúvida um romance adolescente, porém a forma como foi escrito faz com que ele possa ser lido por pessoas além da sua “faixa de idade”. O romance entre Anna e Étienne é desenvolvido lentamente tendo como base a amizade crescente entre os dois (Eita demora do beijo!!!)

“ – Eu gosto de você – Ele diz. Meu corpo fica tenso. – E não como um amigo. (...) – Você gosta de mim? – St.Clair pergunta e me olha com aqueles grandes olhos castanhos. (...)
  Sim, St.Clair. Eu gosto de você. ”

O livro é divertido e lindamente apaixonante. Ele nos faz acreditar que é possível, mesmo contra as adversidades, AMAR.